Era de noite
mas eu não consegui chegar às estrelas
Era de dia mas não sei porquê
O Sol não me abraçou e a luz não me atravessou
Ainda sinto as texturas os sons e cheiros
Visão de um dia de Verão
Em que as possibilidades eram infindáveis
Pergunto-me:
-Ele virá outra vez?!?
-Acho que não.
Tantos destinos que toquei e nenhum me engrandeceu
Tornaram-me mais forte e amargo mas por nenhum sorri
Se ao menos ouvisse chamarem-me ao longe
Saberia que existo
mas por enquanto pareço estar só
Nunca conseguimos ver além do monte que nos enfrenta
Ousaremos subi-lo ou
cá em baixo ficaremos?
sábado, 4 de junho de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Não sei como
Os caminhos cruzaram-se por instantes
O Meu e o Teu
Que das horas dos dias e dos passos outros
Pouco ou nada tinham em comum
Mas num rasto de pegadas fugazes
Encontraram-se
E assombras-me com imagens
Do que ainda não aconteceu
E agora todo o espaço entre nós é demais
Se eu soubesse pintar pintar-te-ia
Se soubesse escrever, descrever-te-ia
Mas esse sorriso diz mais do que palavras
E as tuas palavras dizem todas as minhas imagens
Desarmas a minha pose
Todos os pressupostos deste mundo
Por seres simplesmente tu
E aí apercebo-me que também
Estou contigo
Por uns momentos longos seremos felizes
Vejo-o já
Promessa de cada dia
Pequeno-almoço e amor na cama
Numa casa de madeira à beira mar
Com o Sol e a Lua por testemunhas
Mas estou atrasado
e sigo caminho
Os caminhos cruzaram-se por instantes
O Meu e o Teu
Que das horas dos dias e dos passos outros
Pouco ou nada tinham em comum
Mas num rasto de pegadas fugazes
Encontraram-se
E assombras-me com imagens
Do que ainda não aconteceu
E agora todo o espaço entre nós é demais
Se eu soubesse pintar pintar-te-ia
Se soubesse escrever, descrever-te-ia
Mas esse sorriso diz mais do que palavras
E as tuas palavras dizem todas as minhas imagens
Desarmas a minha pose
Todos os pressupostos deste mundo
Por seres simplesmente tu
E aí apercebo-me que também
Estou contigo
Por uns momentos longos seremos felizes
Vejo-o já
Promessa de cada dia
Pequeno-almoço e amor na cama
Numa casa de madeira à beira mar
Com o Sol e a Lua por testemunhas
Mas estou atrasado
e sigo caminho
terça-feira, 5 de abril de 2011
Eu pensei que tinha tudo
no nosso abraço mudo
Mas eras água
Dum tsunami de amanhã
Vã, sempre seguindo
surgindo derrotaste o romântico em mim
foi o fim nas tuas ondas de ausência
promessas da minha demência
Inocência talvez até
De não te conhecer
Pensar-te mais
Daquilo que podias oferecer
Tinhas toda a esperança
Agora resto só eu e a minha lança
O meu instinto e cheiro de sangue
Sonhos verdes e vermelhos
Sou um carniceiro e destruo
Avanço e não recuo
Conquisto e queimo a cinzas
O chão que nunca pisas
Nada do que faças me chegará
Nada do que digas eu ouvirei
O vento sopra as nossas cinzas
Das palavras que nunca te direi
no nosso abraço mudo
Mas eras água
Dum tsunami de amanhã
Vã, sempre seguindo
surgindo derrotaste o romântico em mim
foi o fim nas tuas ondas de ausência
promessas da minha demência
Inocência talvez até
De não te conhecer
Pensar-te mais
Daquilo que podias oferecer
Tinhas toda a esperança
Agora resto só eu e a minha lança
O meu instinto e cheiro de sangue
Sonhos verdes e vermelhos
Sou um carniceiro e destruo
Avanço e não recuo
Conquisto e queimo a cinzas
O chão que nunca pisas
Nada do que faças me chegará
Nada do que digas eu ouvirei
O vento sopra as nossas cinzas
Das palavras que nunca te direi
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Vi-te bem
Enquanto tu não olhavas
Senti-te a cintura e o cabelo longo ondulado
Os sentimentos que havia perdido
Tu os perpetuavas
Sem saberes
Torturas-me por existires
Mesmo a meu lado
andamos na mesma rua
no mesmo passeio
separados
A chuva não nos alcançou
Debaixo do teu guarda-chuva
Um propósito criando um abraço
Involuntário teu, meu grande feito
Depois partiste como quem vai
Eu parti como quem fica
Foi estranho e irreal
A chuva apagou o fogo entre nós
Ou então foste tu
Não quero saber,
Ainda me aquece ao pensar em ti
Ainda me faz sobreviver mais um dia
Encontrar-te nestas linhas
Duma maneira que nunca serás
Porque nunca te agarrarei mais
A boa memória dos meus dedos
arranhando gentilmente o infinito
Esse quadro perfeito que se pintou
Apenas na minha imaginação
Foi-se
Não me posso esquecer de comprar mais cores
impossíveis
e tentar pintar melhor da próxima
Enquanto tu não olhavas
Senti-te a cintura e o cabelo longo ondulado
Os sentimentos que havia perdido
Tu os perpetuavas
Sem saberes
Torturas-me por existires
Mesmo a meu lado
andamos na mesma rua
no mesmo passeio
separados
A chuva não nos alcançou
Debaixo do teu guarda-chuva
Um propósito criando um abraço
Involuntário teu, meu grande feito
Depois partiste como quem vai
Eu parti como quem fica
Foi estranho e irreal
A chuva apagou o fogo entre nós
Ou então foste tu
Não quero saber,
Ainda me aquece ao pensar em ti
Ainda me faz sobreviver mais um dia
Encontrar-te nestas linhas
Duma maneira que nunca serás
Porque nunca te agarrarei mais
A boa memória dos meus dedos
arranhando gentilmente o infinito
Esse quadro perfeito que se pintou
Apenas na minha imaginação
Foi-se
Não me posso esquecer de comprar mais cores
impossíveis
e tentar pintar melhor da próxima
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Toda a gente leva
nos seus lábios desconhecendo
Algo de muito leve
Uma viagem, um remendo
Do que estava quebrado
Unir-se-á
E o fluir dos dois corpos iluminará
O que só um nunca pôde em Vida conhecer
Que dois estava predestinado acontecer
O certo da corrente que nos leva a todos contra todo o errado
A recompensa de toda a penitência
O momento parado
Que com toda a beleza que encerra
nunca poderá desvanecer nem envelhecer
Unico ao lado de tudo rodeando
Voando Nadando Submerso Permanente
Plenitude de Vida
nos seus lábios desconhecendo
Algo de muito leve
Uma viagem, um remendo
Do que estava quebrado
Unir-se-á
E o fluir dos dois corpos iluminará
O que só um nunca pôde em Vida conhecer
Que dois estava predestinado acontecer
O certo da corrente que nos leva a todos contra todo o errado
A recompensa de toda a penitência
O momento parado
Que com toda a beleza que encerra
nunca poderá desvanecer nem envelhecer
Unico ao lado de tudo rodeando
Voando Nadando Submerso Permanente
Plenitude de Vida
sábado, 1 de maio de 2010
Nos doces acordes da melancolia
É onde me encontro neste dia
Entre nós
Entre nós há espaço
Árvores e Rios
Mas não há a seiva da vida
nem alegria
mata-me
Mata-me agora ou Ama-me
tudo o resto seria de menos
Cruel e Distante
Pores-me numa estante
Nao me leres as linhas e as entre linhas
Do que trago escrito
Dentro
Seria demasiado fora
um destino sem a nossa hora
Terrível e Insípido
Prefiro o clamor do tambor
ao teu lado alado
O nascer do Sol nos teus ombros
A bater nesta minha ruína de escombros
É onde me encontro neste dia
Entre nós
Entre nós há espaço
Árvores e Rios
Mas não há a seiva da vida
nem alegria
mata-me
Mata-me agora ou Ama-me
tudo o resto seria de menos
Cruel e Distante
Pores-me numa estante
Nao me leres as linhas e as entre linhas
Do que trago escrito
Dentro
Seria demasiado fora
um destino sem a nossa hora
Terrível e Insípido
Prefiro o clamor do tambor
ao teu lado alado
O nascer do Sol nos teus ombros
A bater nesta minha ruína de escombros
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Criar
Sou um artesão
Meu direito - A Criação
O que imaginar, fazer
O que quiser, ter
Incalculáveis sonhos
Meus
Ao comando dos dedos
Ideias arestas curvas
Debaixo dum gume afiado
A evolução na minha mão
Transformação perene
Unica lei e unico leme
Sobrevivência da mutação
Todas as cores dum berço de estrelas
Na escuridão do Universo
Meu direito - A Criação
O que imaginar, fazer
O que quiser, ter
Incalculáveis sonhos
Meus
Ao comando dos dedos
Ideias arestas curvas
Debaixo dum gume afiado
A evolução na minha mão
Transformação perene
Unica lei e unico leme
Sobrevivência da mutação
Todas as cores dum berço de estrelas
Na escuridão do Universo
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