domingo, 17 de abril de 2011

Não sei como
Os caminhos cruzaram-se por instantes
O Meu e o Teu
Que das horas dos dias e dos passos outros
Pouco ou nada tinham em comum

Mas num rasto de pegadas fugazes
Encontraram-se
E assombras-me com imagens
Do que ainda não aconteceu
E agora todo o espaço entre nós é demais

Se eu soubesse pintar pintar-te-ia
Se soubesse escrever, descrever-te-ia
Mas esse sorriso diz mais do que palavras
E as tuas palavras dizem todas as minhas imagens

Desarmas a minha pose
Todos os pressupostos deste mundo
Por seres simplesmente tu
E aí apercebo-me que também
Estou contigo

Por uns momentos longos seremos felizes
Vejo-o já
Promessa de cada dia
Pequeno-almoço e amor na cama
Numa casa de madeira à beira mar
Com o Sol e a Lua por testemunhas

Mas estou atrasado
e sigo caminho

terça-feira, 5 de abril de 2011

Eu pensei que tinha tudo
no nosso abraço mudo
Mas eras água
Dum tsunami de amanhã

Vã, sempre seguindo
surgindo derrotaste o romântico em mim
foi o fim nas tuas ondas de ausência
promessas da minha demência

Inocência talvez até
De não te conhecer
Pensar-te mais
Daquilo que podias oferecer

Tinhas toda a esperança
Agora resto só eu e a minha lança
O meu instinto e cheiro de sangue
Sonhos verdes e vermelhos

Sou um carniceiro e destruo
Avanço e não recuo
Conquisto e queimo a cinzas
O chão que nunca pisas

Nada do que faças me chegará
Nada do que digas eu ouvirei
O vento sopra as nossas cinzas
Das palavras que nunca te direi