Toda a gente leva
nos seus lábios desconhecendo
Algo de muito leve
Uma viagem, um remendo
Do que estava quebrado
Unir-se-á
E o fluir dos dois corpos iluminará
O que só um nunca pôde em Vida conhecer
Que dois estava predestinado acontecer
O certo da corrente que nos leva a todos contra todo o errado
A recompensa de toda a penitência
O momento parado
Que com toda a beleza que encerra
nunca poderá desvanecer nem envelhecer
Unico ao lado de tudo rodeando
Voando Nadando Submerso Permanente
Plenitude de Vida
quarta-feira, 7 de julho de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
Nos doces acordes da melancolia
É onde me encontro neste dia
Entre nós
Entre nós há espaço
Árvores e Rios
Mas não há a seiva da vida
nem alegria
mata-me
Mata-me agora ou Ama-me
tudo o resto seria de menos
Cruel e Distante
Pores-me numa estante
Nao me leres as linhas e as entre linhas
Do que trago escrito
Dentro
Seria demasiado fora
um destino sem a nossa hora
Terrível e Insípido
Prefiro o clamor do tambor
ao teu lado alado
O nascer do Sol nos teus ombros
A bater nesta minha ruína de escombros
É onde me encontro neste dia
Entre nós
Entre nós há espaço
Árvores e Rios
Mas não há a seiva da vida
nem alegria
mata-me
Mata-me agora ou Ama-me
tudo o resto seria de menos
Cruel e Distante
Pores-me numa estante
Nao me leres as linhas e as entre linhas
Do que trago escrito
Dentro
Seria demasiado fora
um destino sem a nossa hora
Terrível e Insípido
Prefiro o clamor do tambor
ao teu lado alado
O nascer do Sol nos teus ombros
A bater nesta minha ruína de escombros
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Criar
Sou um artesão
Meu direito - A Criação
O que imaginar, fazer
O que quiser, ter
Incalculáveis sonhos
Meus
Ao comando dos dedos
Ideias arestas curvas
Debaixo dum gume afiado
A evolução na minha mão
Transformação perene
Unica lei e unico leme
Sobrevivência da mutação
Todas as cores dum berço de estrelas
Na escuridão do Universo
Meu direito - A Criação
O que imaginar, fazer
O que quiser, ter
Incalculáveis sonhos
Meus
Ao comando dos dedos
Ideias arestas curvas
Debaixo dum gume afiado
A evolução na minha mão
Transformação perene
Unica lei e unico leme
Sobrevivência da mutação
Todas as cores dum berço de estrelas
Na escuridão do Universo
Caminho
Apercebi-me que
ultimamente
Tenho andado a procurar as minhas proprias pernas
Em gente outrém
Pernas minhas
e de mais ninguém
Que a eles serão eternas estranhas
Do trilho por elas traçado
tentando perceber
Artimanhas do caminho
Em que fui lançado
procurando
a magia do moinho
e o pão nosso
Sei agora olhando as pegadas
as pedras das mágoas
e os calos das mãos
E quem são os meus irmãos
Do trabalho meu criei
algo que nunca sonhei
algo meu algo puro
O futuro
ultimamente
Tenho andado a procurar as minhas proprias pernas
Em gente outrém
Pernas minhas
e de mais ninguém
Que a eles serão eternas estranhas
Do trilho por elas traçado
tentando perceber
Artimanhas do caminho
Em que fui lançado
procurando
a magia do moinho
e o pão nosso
Sei agora olhando as pegadas
as pedras das mágoas
e os calos das mãos
E quem são os meus irmãos
Do trabalho meu criei
algo que nunca sonhei
algo meu algo puro
O futuro
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