quarta-feira, 14 de abril de 2010

Caminho

Apercebi-me que
ultimamente
Tenho andado a procurar as minhas proprias pernas
Em gente outrém
Pernas minhas
e de mais ninguém
Que a eles serão eternas estranhas

Do trilho por elas traçado
tentando perceber
Artimanhas do caminho
Em que fui lançado
procurando
a magia do moinho
e o pão nosso

Sei agora olhando as pegadas
as pedras das mágoas
e os calos das mãos
E quem são os meus irmãos

Do trabalho meu criei
algo que nunca sonhei
algo meu algo puro
O futuro

Sem comentários: